terça-feira, 30 de setembro de 2008

Nuvem passageira?

Tô nas nuvens!
Não, não morri ainda e nem to tendo xilique de felicidade. Quando você escutar um amigo falar isso a partir de agora, provavelmente ele só estará dizendo que está mais Google do que nunca. Isso porque o Google foi quem mais soube tirar proveito do conceito "cloud computing".
Mas que raios isso quer dizer? Muito simples: é só olhar pra cima pra você ver essa gigantesca massa de bits e bytes flutuando sobre a sua cachola. A computação nas nuvens nada mais é do que arquivos e programas flutuando junto com essa coisa chamada, erroneamente, de internet. Internet, por conceito, é o meio físico de conexão entre dois ou mais computadores. A nuvem digital, portanto, por analogia, seria o meio invisível, inodoro, mas nada insípido, chamado conteúdo digital, sem o qual a internet seria apenas, a internet.
E é aí que entra o Google nessa história. Ninguém soube aproveitar melhor a passagem dessa nuvem do que ele. Olha só a listinha dos seus aplicativos basicões na vida de cada um de nós: Orkut, YouTube, Blogger, Gmail, Google Docs, Picasa e por aí vai, vai, vai....
Lembra de quantos softwares da griffe Google você teve que pagar? Nenhum, meu caro.
Lembra de quantos softwares da griffe Google você teve que baixar para instalar? Nenhum também.
Traduzindo: a marca mais valiosa do mundo hoje em dia não ganhou nadica de nada vendendo seus produtos para nós, os trouxas do Bill Gates. Tá tudo nas nuvens.
A nuvem digital é o futuro da computação. Nada mais vai estar aí armazenado no seu micro. Tudo vai estar na nuvem pra você acessar de onde quiser. Você, ou quem você quiser. Que nem esse texto que você está lendo: não está armazenado aqui no meu computador, mas sim, flutuando por aí, letra por letra, pra quem quiser ler onde e na hora que quiser.
Ou você acha que a Microsoft tentou comprar - sem sucesso - a Yahoo por quê?
Lógico: porque o futuro está no conteúdo. A onda não é comprar gigantes para se tornar maior. A onda é comprar grandes idéias para se tornar gigantes. Mais do que nunca, portanto, nuvem é sinônimo de massa cinzenta.
E a ex-toda poderosa Microsoft que se cuide, pois o Google já começou a ventar forte na direção dos sistemas operacionais, com o Android, inicialmente para telefones celulares, cada vez menos telefones e cada vez mais interfaces de comunicação multimeios.
A Adobe, por exemplo, já sacou isso e colocou nas nuvens uma versão do seu aclamado Photoshop. Tudo bem que não é assim um... Photoshop, mas dá pro gasto pra quem quer só dar uma "photoshopada" rapidola nas imagens, sem maiores pirotecnias, sem ter que pagar nada e sem ter que perder seu precioso tempo e espeaço no disco rígido instalando o programa. Ele simplesmente está lá, na nuvem, à sua espera, no photoshop.com.
Então essa é a parada: deixe seus arquivos e programas nas nuvens, que eles estarão em maior segurança do que no seu computador. Afinal, se o seu micro der pau, ou pedra, não é mais o fim do caminho. Olhe para cima, jogue suas mãos para os Céus e agradeça.

domingo, 28 de setembro de 2008

Prazer, Esfera de Tungstênio!

Todo mundo, um dia, já usou uma esfera de tungstênio. Pelo menos desde que o jornalista húngaro Laszlo Biro inventou a primeira caneta esferográfica, em 1930. Sim, meus caros amigos: a esfera de tungstênio é uma das maiores criações do homem e uma das coisas mais injustiçadas da face da terra. Ninguém dá a devida importância àquela bolinha que desliza pelo papel escrevendo a história da humanidade, assinando declarações de guerra e tratados de paz. É a esfera de tungstênio a responsável pelo "Eu te amo" no cartão qua acompanha o buquê. O mais importante não são as rosas, nem o cartão. O mais importante é a frase. E sem a esfera de tungstênio, seria apenas palavras ao vento.